Pesquisa: idosos e jovens têm índices de complicações pós-operatórias parecidas em cirurgias plásticas

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O único procedimento estético que apresentou uma maior taxa de complicação entre os pacientes mais velhos foi a abdominoplastia, como complicações como  hematomas, infecções e problemas com a cicatrização de feridas

 

Redação Plena

 
Homens e mulheres idosos que desejam fazer uma plástica podem ter a mesma segurança que os mais jovens. Suas taxas de complicações não diferem muito, defende um estudo recente – Safety Of Cosmetic Procedures In Elderly And Octogenarian Patients – apresentado durante o Plastic Surgery The Meeting, reunião científica anual da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos.
 
“Com o aumento do número de pacientes idosos que procuram as cirurgias estéticas, em função do envelhecimento mundial da população, há a necessidade de compreender melhor as complicações que os procedimentos cosméticos podem ocasionar para essa faixa da população. O estudo demonstrou que pacientes com mais de 65 anos de idade podem se submeter, com segurança, aos procedimentos cosméticos, pois suas taxas de complicações são semelhantes às dos pacientes mais jovens, quando a cirurgia é realizada por um cirurgião plástico certificado”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.
 
Uma extensa revisão, realizada com a análise de dados de maio de 2008 a maio 2013, sobre as complicações pós-operatórias entre idosos revelou uma taxa de 1,94%, estatisticamente baixa, e uma taxa de complicação entre os pacientes mais jovens de 1,84%. Para este estudo, a média de idade do paciente idoso era 69,1 anos, enquanto a média de idade do paciente mais jovem era 39,2 anos.
 
A taxa de complicações semelhante, encontrada pelos pesquisadores, ocorreu apesar da maior presença de maus indicadores de saúde relacionados com os idosos em comparação com os pacientes mais jovens, incluindo um maior índice de massa corporal (25,4% em comparação com 24,2%) e uma maior incidência de diabetes (5,7 % em comparação a 1,6%). Nem todos os indicadores eram negativos, os pacientes idosos fumavam menos que os mais jovens, uma taxa de 3,4% em comparação com os pacientes mais novos, que apresentavam uma taxa de 8,5%.
 
Segundo Ruben Penteado, o estudo também indicou que as taxas de complicações pós-cirúrgicas de pacientes octogenários, pacientes com 80 anos ou mais, foi de 2,2%, o que também é estatisticamente baixa, em comparação com a taxa de complicações de 1,94% de todos os pacientes acima de 65 anos.
 
Também é importante notar que os pacientes idosos realizaram mais cirurgias plásticas faciais do que seus colegas mais jovens, 62,9% contra 12%, respectivamente. “O único procedimento cosmético que apresentou uma maior taxa de complicação entre os pacientes mais velhos foi a abdominoplastia, de 5,4% contra 3,9%, respectivamente. As complicações pós-operatórias mais comuns em pacientes mais idosos foram hematomas, infecções e problemas com a cicatrização de feridas”, informa o médico, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
 
 
 

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