Saiba como funciona a Fisioterapia pélvica, indicada para tratamento da Incontinência Urinária

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Conjunto de técnicas pode melhorar a coordenação e a força dos músculos responsáveis pelo controle da urina

Redação Plena

A incontinência urinária atinge aproximadamente 10 milhões de pessoas no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), cerca de 35% das mulheres após a menopausa sentem os sintomas ao fazer algum esforço. A marca Bigfral, em parceria com a fisioterapeuta Claudia Hacad, especialista em Biofeedback nas Disfunções do Assoalho Pélvico pelo BCIA (Biofeedback Ceritificate International Alliance), esclarece como funciona um dos principais tratamentos para a incontinência: a fisioterapia pélvica.

Afinal, o que é Incontinência Urinária?

A Incontinência Urinária é caracterizada pela perda de urina involuntária. Existem diferentes tipos e níveis de incontinência, desde o escape de urina quando a pessoa faz algum esforço físico, como tossir, até o nível severo, no qual a pessoa não tem mais nenhum controle sobre a saída da urina. Dentre os vários tipos de tratamento para a disfunção, a fisioterapia pélvica pode auxiliar na reabilitação  dos músculos responsáveis pela continência urinaria.

Como funciona a fisioterapia pélvica?

Após avaliação realizada por um profissional especializado, exercícios pélvicos e orientação de modificações comportamentais são aplicados de acordo com cada necessidade. O objetivo é aumentar a capacidade de armazenamento de urina na bexiga, melhorar a coordenação e a força muscular. Uma das práticas realizadas é o uso do Biofeedback, recurso terapêutico que mede a força da contração muscular para que tanto o profissional quanto o paciente possam identificar a correta contração dos músculos pélvicos, que auxiliam no planejamento de treinamento muscular individualizado. Outra técnica é a Eletroestimulação, utilizada para a reeducação dos músculos, principalmente nas pessoas com dificuldade para realizar a contração perineal. É importante ressaltar que mudanças comportamentais, como controle da ingestão de líquidos (principalmente à noite), intervalos controlados de micções, alimentação saudável, entre outras, também são necessárias para que o tratamento tenha sucesso.

O que fazem os músculos do assoalho pélvico?

Os músculos do assoalho pélvico são responsáveis pela continência urinária e fecal, pelo suporte dos órgãos pélvicos e pela função sexual.

A fisioterapia pélvica pode ser indicada em outros tratamentos?

Sim, além de ser indicada para tratar a incontinência em diferentes níveis, a modalidade pode contribuir no tratamento de dor pélvica crônica feminina e masculina, ou seja, dor constante na região inferior do abdômen, dor perineal e durante ou após a relação sexual. É importante lembrar que as mudanças comportamentais devem ser orientadas pelo fisioterapeuta desde o início do tratamento.

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