“Se a meditação fosse um remédio, ela seria o mais prescrito do mundo”, diz especialista sobre os benefícios desta prática

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Redução do estresse, aumento do bem-estar, estímulo da criatividade, fortalecimento de sistema nervoso e imunológico, são apenas alguns dos ganhos

 

Redação Plena

 

Prestar atenção na respiração, na forma como se inspira o ar, mas também quando se expira, mantendo a mente mais “calma” (com menos caos de pensamentos) é algo que todos já ouviram falar que faz bem, mas quanto bem realmente faz?
 
Segundo Dr Fábio Cardoso, clínico geral e especialista em medicina funcional, são tantos os benefícios do ato de praticar a meditação regularmente que se ela fosse um remédio seria com certeza o mais prescrito no mundo.
 
Regeneração cerebral, recuperação de doenças, melhora dos sintomas da ansiedade com as técnicas de respiração, capacidade de disciplinar a mente e melhora do foco, são apenas alguns dos muitos ganhos que essa prática nos trás, segundo o doutor.
 
Mas o que é meditação?
 
Enquanto muitas pessoas ainda associam a meditação com a arte de “pensar em nada”, na verdade o que ocorre é exatamente o oposto, de acordo com o Dr. Craig Hassed, palestrante sênior na Monash Medical Faculty.
 
“Todas as práticas de meditação envolvem o treinamento da atenção, mas também o treinamento da atitude de aceitação e não reatividade, bem como atenção com a respiração e o corpo”, explica.
 
Então, como o Dr. Fábio ressalta, ao invés de pensar em nada, a prática real da meditação diz respeito a reconhecer adequadamente todos os nossos pensamentos, treinar nosso cérebro para sair de sua definição padrão de deixar a vida passar.
 
Dentre as vantagens que surgem da prática regular da meditação e com boa comprovação científica, Dr Fábio destaca:
 
– redução do estresse e ansiedade;
 
– aumento de satisfação e melhor desempenho no ambiente de trabalho;
 
– diminuição da insônia e depressão;
 
– aumento de bem-estar e autoestima;
 
– estímulo da criatividade, inteligência e memória;
 
– fortalecimento do sistema nervoso e imunológico;
 
– redução da pressão arterial e de dores de cabeça;
 
– diminuição do consumo do tabaco, do álcool e de drogas ilícitas.
 
Mas existem cada vez mais indícios científicos que a meditação pode ser uma ferramenta muito interessante para gerar longevidade com qualidade. Veja:
 
-Imunidade
 
Quem medita tem as defesas do organismo ampliadas e consegue lidar melhor com oestresse, concluiu um estudo realizado na Universidade da Califórnia, EUA. Isso acontece porque durante a prática da meditação a enzima telomerase (ligada ao sistema imunológico) tem sua ação intensificada. Essa condição auxilia à promover a longevidade nas células.
 
Para chegar a essa conclusão, foram analisados 60 pessoas durante três meses. Trinta delas praticaram a meditação e as outras trinta, não. As taxas da telomerase se mostraram cerca de 30% mais elevadas naquelas que meditavam. Foram esses pacientes que apresentaram, ainda, um aumento na capacidade psíquica, como melhora na percepção de controle e atenção, além de diminuição da neurose ou de emoções negativas.
 

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