Aids depois dos 60 anos: “Muitos idosos nem sabem como é uma camisinha”

Posted by
 A concepção arraigada na sociedade de que sexo é prerrogativa da juventude contribui para manter desassistida essa parcela da população, afinal pouco vemos campanhas ou ações que incentivem idosos a se protegem durante as relações sexuais

 

Redação Plena

 
 
O número de idosos com Aids cresceu 4 vezes nos últimos anos em São Paulo, segundo o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual. A concepção arraigada na sociedade de que sexo é prerrogativa da juventude contribui para manter desassistida essa parcela da população, afinal pouco vemos campanhas ou ações que incentivem idosos a se protegem durante as relações sexuais. “Com melhores condições de vida e saúde, além da utilização de medicamentos para disfunção erétil,  é cada vez maior o número de idosos que mantém vida sexual ativa. Consequentemente, as doenças sexualmente transmissíveis aumentaram nesta faixa etária”, aponta Dr. Alberto Chebabo, infectologista que integra o corpo clínico do Delboni Medicina Diagnóstica.
 
Obviamente por uma questão cultural, muitos idosos nunca manusearam um preservativo, “muitos deles nunca viram uma camisinha, não sabem usar e muito menos onde encontrar. Esta parte da população nunca ouviu falar em educação sexual”, comenta o especialista, que revela ainda um dado alarmante: entre 1980 a 2014 foram notificados 23.271 casos de Aids em pessoas com 60 anos ou mais.
 
Declaração do Ministro da Saúde
 
O ministro da saúde Marcelo Castro informou hoje, Dia Mundial da Luta contra a Aids, que a meta brasileira é diagnosticar, até 2020, 90% das pessoas portadoras de HIV, submeter ao tratamento 90% das diagnosticadas e ter 90% destas pessoas com carga viral indetectável. “Das pessoas que estão submetidas ao tratamento, hoje, 88% já tem carga viral abaixo de níveis detectáveis”, disse Castro.
 
O ministério lançou campanha publicitária que tem como slogan “Com o tratamento, você é mais forte que a aids” que busca incentivar o tratamento precoce da doença.
 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *