Alimentação de pacientes com Alzheimer: Muito, pouco, a qualquer hora, o que é melhor?

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O cuidador nunca deverá criticar ou apressar o paciente durante as refeições – até mesmo as estampas  de pratos podem distraí-lo; veja algumas dicas

 

Redação Plena

 

Nem sempre alimentar o portador da doença de Alzheimer é tarefa fácil. Horários regulares, ambiente tranqüilo, especialmente muita calma e paciência da parte do cuidador, são fatores imprescindíveis para que a alimentação seja bem aceita pelo paciente.
 
O paciente deverá estar sentado confortavelmente para receber a alimentação.
 
O ambiente deverá ser calmo, livre de ruídos.
 
Jamais ofereça alimentos ao paciente quando este estiver deitado.
 
Os pacientes que ainda conservam a independência para alimentar-se sozinhos devem continuar a receber estímulos para esta ação, não importando o tempo que levem para fazê-lo.
 
O cuidador nunca deverá criticar ou apressar o paciente durante as refeições.
 
As instruções passadas ao paciente deverão ser claras e o comando suave.
 
Para aqueles pacientes que demoram para alimentar-se, o uso de baixelas térmicas, que mantém o alimento aquecido por mais tempo, é bastante útil.
 
Independentemente da apresentação da dieta – sólida, pastosa ou líquida – deve-se, sempre que possível, respeitar as preferências do paciente. Uma pessoa que sempre gostou de comer carne, mas que já não consegue deglutir pequenos pedaços, deve ter a carne liqüidificada e servida em consistência de purê. O mesmo artifício deve ser utilizado para os outros alimentos.
 
O convívio com a família é de extrema importância. Sempre que possível, deve-se permitir que o paciente alimente-se em companhia de seus familiares.
 
A vida social deve ser mantida enquanto possível. Se era hábito do paciente almoçar fora, os restaurantes devem ser selecionados e a opção por um local tranqüilo é a ideal.
 
Os utensílios utilizados durante a refeição devem ser preferencialmente lisos e claros. As estampas – de pratos, por exemplo – podem distraí-lo e reduzir sua concentração naquilo que Ihe é explicado no momento (mastigação e deglutição).
 
Aqueles que apresentam dependência severa devem ser alimentados com colheres, em lugar de garfos.
 
Os alimentos crus e secos devem ser evitados, pois o perigo de engasgamento é maior.
 
Doces e salgados serão permitidos, desde que não haja restrição médica. Os temperos devem ser suaves e os molhos picantes evitados.
 
Caso haja engasgamento, mantenha a calma, coloque-se imediatamente atrás do paciente e abraçando-o com as duas mãos juntas, comprima o abdome, fazendo pressão sobre o diafragma.
 
Após cada refeição, a higiene oral é indispensável e deve ser realizada uma inspeção cuidadosa da boca, a fim de que possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar.
 
 

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