Brasileiro está acostumado a sentir dor e perder qualidade de vida: como mudar isso?

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Além do que está causando a dor persistente, é preciso entender como o nosso cérebro reage a ela. E, em muitos casos, tratar também a parte neural

 

Redação Plena

 
 
Você tem uma dorzinha e já se acostumou com ela, mas não acha que a vida seria bem melhor sem? Só que ir ao médico, pesquisar até achar o tratamento demanda tempo e energia, então você vai levando. Você e milhares de brasileiros estão perdendo qualidade de vida
 
Docente da pós-graduação em dor do Hospital Albert Einstein, o neurocirurgião Adriano Scaff, alerta para esse hábito, “quando a dor vira parte da rotina, de pouco em pouco vamos nos limitando, nas atividades e movimentos, e a consequência, quando não imediata sempre aparece e, lá na frente, o que era uma pequena dor pode se agravar”.
 
A medicina da dor ainda não é tão conhecida no país, mas é fundamental para entender casos de dores persistentes. Além do que causou a dor, precisa entender como o nosso cérebro reage a ela. E, em muitos casos, tratar também a parte neural: toda alteração no corpo é registrada pelo cérebro. Os sinais de inflamação são levados até lá e "traduzidos". A sensibilidade vem daí. "Se você habitua o seu cérebro a sentir essa dor por muito tempo, ele vai continuar mandando os mesmos impulsos, mesmo depois de resolvido o problema. Por isso, em muitos casos em que persiste, precisamos investigar também esse caminho e, se necessário, neutralizar esse mecanismo”.
 
Dr. Adriano conta que a razão para esse comportamento do cérebro vem da evolução do Homem: " habituarmos é uma forma de nos proteger da agressão constante, mas hoje temos possibilidades de tratamentos que devolvem qualidade de vida. Uma dor no joelho, um incômodo nas costas que não vai embora e quando vemos estamos deixando de nos exercitar, de carregar a sacola do supermercado, passamos a nos mexer menos. E essa limitação acaba atingindo outras regiões que ficam sedentárias também”, alerta.
 

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