Depressão atinge 15% da população idosa. Você sofre deste mal?

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Alteração hormonal e mudança na rotina são as principais causas da doença
Por Jaqueline Santos
 
Provavelmente você já conheceu alguém que sofreu ou sofre de depressão. Considerada o mal do século, a doença afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Ainda segundo a organização, estima-se que em 2020, a depressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida.
 
Na terceira idade, o número de depressivos também é alto: 15% da população idosa apresenta os sintomas clínicos da doença. De acordo com a psicóloga clínica Luciene Fogaça, um dos fatores deste índice é a mudança hormonal que ocorre com a chegada da velhice, como a baixa dosagem de hormônios do bem estar.
 
Além da mudança orgânica, as doenças físicas comuns na terceira idade, as alterações da rotina, a síndrome do ninho vazio (sensação que ocorre com a saída dos filhos da casa) e  dependência financeira e física contribuem para o desenvolvimento da depressão.
 
 Luciene explica ainda que uma das principais causas da depressão é a idealização de si mesmo. "A pessoa busca um nível de superação muito alto e não tolera seus próprios erros, deseja ser 110% em tudo que realiza. E isto não muda com a chegada da terceira idade. Pelo contrário, pode até se agravar se ele não vivenciar tudo o que planejou ao longo da vida", diz.
 
Sintomas
 
Irritabilidade, desmotivação, falta de interesse, desconcentração, apatia, esquecimento, insônia, isolamento social, perda do apetite e redução da libido são indícios de um processo depressivo.
 
A psicóloga alerta que a depressão deve ser tratada com medicamentos, mas que é importante também investir em qualidade de vida e realizar atividades aeróbicas.   
 
 
 
 
 
 

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