Ele não quer comer, e agora? Alteração de apetite em pacientes com Alzheimer é desafio para cuidadores

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Saiba que é mais fácil prevenir a perda de peso do que reverter um quadro de desnutrição. Veja algumas dicas importantes para a hora da refeição

 

Redação Plena / Fonte: ABRAz

 
 
A alteração de apetite em pacientes com Alzheimer é algo bem comum. A consequente perda de peso deve ser monitorada com rigor pela família para que seja realizada uma alimentação adequada.
 
Ao contrário do que ocorre com outras doenças como o diabetes ou a hipertensão, não há restrição de um ou mais alimentos que se aplique a todos os pacientes de Alzheimer. Ajustes na dieta poderão ser feitos pelo médico de acordo com as consequências da doença, de forma individualizada. Embora não exista uma dieta determinada, é preciso ter cuidado com a alimentação, para que não haja excesso ou carência de algum nutriente.
 
A boa nutrição é muito importante para a saúde geral e também para o funcionamento cerebral. Estudos recentes mostram que uma alimentação saudável é muito importante para o bem-estar, a disposição física e até para a cognição. O idoso também precisa de uma alimentação balanceada. Ao consultar o médico, não esqueça de pedir orientação sobre a dieta do paciente.
 
Confira sempre a temperatura da comida. Alimentos muito quentes podem provocar queimaduras na boca e na língua do paciente. Utilize prato térmico, para evitar que a comida esfrie enquanto o paciente está se alimentando.
 
Perda de peso
 
A perda de peso geralmente está associada a alterações no apetite, dificuldades cognitivas ou questões físicas. Controle a perda de peso mensalmente em casa ou na farmácia mais próxima. É mais fácil prevenir a perda de peso que reverter um quadro de desnutrição. Ao constatar perda significativa de peso (igual ou superior a 5% do peso verificado no mês anterior), é preciso comunicar imediatamente ao médico ou procurar um nutricionista, para que sejam tomadas as providências.
 
Dicas para perda de apetite:
 
Estimule a alimentação com o uso de utensílios coloridos e alimentos de cores diferentes, fazendo com que chamem a atenção do paciente e despertem seu interesse pela refeição.
 
Opte por alimentos que possam ser manipulados com as mãos, para aumentar o interesse pelo contato.
 
Sirva uma pequena porção de alimentos de cada vez.
 
Dicas para problemas cognitivos:
 
O paciente pode se esquecer de comer por um problema de memória ou orientação no tempo. Se isso ocorrer, ele deve ser acompanhado pessoalmente durante as refeições. Monitoramento à distância com ligações telefônicas para verificar se o idoso se alimentou não são eficientes, pois ele pode responder que comeu, sem saber quando e o quê, mesmo que ele dê uma resposta aparentemente possível.
 
Dificuldades de atenção podem tornar o paciente lento e também fazer com que ele perca a meta de suas ações distraindo-se. Nesses casos, é importante o acompanhamento e o monitoramento verbal da ação, para que a ingestão ocorra com a comida aquecida, evitando recusa devido à baixa temperatura.
 
Dicas para questões físicas:
 
Alguns problemas poderão surgir como, por exemplo, a dificuldade de deglutição e os engasgos. Informe ao médico e procure um fonoaudiólogo, ao constatar pigarros ou pequenos engasgos durante as refeições. Existem técnicas para estimular e facilitar a deglutição.
 
Problemas na boca: é comum o paciente machucar a boca e se negar a comer porque o alimento causa dor. Corte os alimentos em pequenos pedaços e, em alguns casos, triture-os. Examine sempre a boca do paciente, para ter certeza que não há queimaduras ou outro tipo de lesão (machucado). Caso encontre algum problema, procure o médico ou dentista imediatamente.
 
Dificuldade de mastigação e deglutição: essa dificuldade costuma surgir nas fases mais avançadas da doença. Quando isso ocorre, o médico ou nutricionista pode fazer uma adaptação na dieta visando à adequação da consistência (substituir os alimentos sólidos pelos pastosos) e o aumento da densidade calórica (menores volumes com concentração de calorias).
 
 
 

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