Em época de crise financeira, idosos devem ser cautelosos na hora de emprestar dinheiro e fugir das dívidas de filhos e parentes

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A dica do momento é: diga “não” e não sinta culpa

Redação Plena

Os idosos estão mais endividados. É o que constatou o estudo da Serasa Experian sobre a inadimplência por idade. Segundo os dados analisados,  a fatia de inadimplentes acima dos 61 anos apresentou o maior crescimento em maio de 2015 em relação a maio de 2014, subindo de 11,8% para 12,2%. 

 
Segundo especialistas da Serasa Experian, boa parte deste endividamento está relacionado a empréstimos de dinheiro a filhos e parentes. Muitos idosos acabam comprometendo seus recursos para pagar dívidas de terceiros. Pensando nisto, os economistas da entidade separaram algumas dicas para os aposentados organizarem a vida financeira e se precaverem de algumas armadilhas: 
 
Aposentadoria em risco: filhos e outros parentes
 
1. Não comprometa seus investimentos para a aposentadoria pagando dívidas de filhos/parentes – Retiradas da poupança para outros fins, mesmo que esses fins sejam nobres, como ajudar um filho a sair de uma situação financeira difícil, não são a melhor saída. E por dois motivos: pagar essa conta, além de comprometer sua aposentadoria, não vai ensiná-lo a ter responsabilidade financeira e corre-se o risco de a situação tornar-se recorrente até a “fonte” esgotar.
 
2. Não arque com despesas de parentes adultos – Uma pesquisa norte-americana comprova o que já notamos no dia a dia: o número de famílias sustentadas com recursos dos mais velhos da casa está aumentando. Esse hábito compromete a qualidade de vida do aposentado – que, obviamente, fica com menos recursos para se manter – e ainda pode criar uma geração de pessoas acomodadas, que demoram a ingressar no mercado de trabalho ou – pior – gastam mais do que podem, contando com a “ajuda” de pais/avós. 
 
3. Diga “não” e não sinta culpa – Ao negar ajuda financeira aos filhos e outros parentes para não dilapidar os proventos da aposentadoria, o aposentado está preservando seus recursos para que, no futuro próximo, não onere sua própria família com suas necessidades de consumo. E ainda contribui com a educação financeira das gerações subsequentes.
 
4. Se não tiver jeito, prefira emprestar a doar – Diante de uma urgência, como uma doença ou outro infortúnio envolvendo um parente próximo, ficará difícil negar ajuda. Mas mesmo em casos extremos, prefira emprestar o dinheiro ao invés de doá-lo. 
 
5. Consignado? – Como os juros dos empréstimos consignados são mais baixos porque o risco para o credor é menor, uma vez que o pagamento é extraído diretamente do benefício, é comum que a família pressione o aposentado a utilizá-lo, mas, em grande parte das vezes, não será ele o beneficiado com o dinheiro. Por isso, é importante estar ciente da ação e, se realmente for preciso apelar ao consignado, mais uma vez, deixar claro que trata-se de um empréstimo que, como tal, deverá ser pago.
 
6. Ajude a encontrar saídas sem injetar dinheiro – A experiência dos mais velhos é fundamental para ajudar os filhos a encontrar uma saída para seus problemas financeiros. Mas prefira dar conselhos a dar dinheiro, deixando sempre claro quem é o responsável pelo problema. Não assuma dívidas que não são suas.
 
7. Você é merecedor – Tenha sempre em mente que seus recursos são fruto de anos de trabalho, dedicação e disciplina. Não se sinta culpado por fazer uma viagem enquanto um filho ou parente próximo atravessa problemas financeiros. Esse é seu momento de aproveitar a vida e a vez deles também chegará. 
 

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