Empoderamento do idoso: o comportamento que está redefinindo o que é envelhecer

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A nova geração de idosos não está mais disposta a aceitar o estereótipo do vovô velhinho. É uma população que vive mais e melhor, com orgulho da idade e que quer ser produtiva. E isso vai reverberar no consumo e em todas as esferas da sociedade

 

por Mariana Parizotto

 
Todas as manhãs, a Comunidade dos Sessentões, no Facebook, recebe uma chuva de posts de “bom dia”. Marias, Joãos, Marlis, Pedros, Antonios, Reginas… no total são mais de 5 mil pessoas – os sessentões – que agitam diariamente o grupo com mensagens, fotos, textos e uma infinidade de conteúdos. Este á apenas um recorte do novo comportamento que está redefinindo o que é envelhecer.
 
Não mais associado à dependência, solidão ou fragilidade, o envelhecimento hoje tem mais a ver com empoderamento. E algumas marcas já começaram a mudar a forma de se comunicar com o público 60+. Um exemplo é a Plenitud, marca multinacional Kimberly-Clark, que recentemente lançou a campanha “Vontade Não Envelhece”, com o objetivo de iniciar um diálogo sobre o novo envelhecer e revelar como essa “nova geração” de 50+ está agindo, com muita disposição, nesta etapa da vida de liberdade e novos desafios. 
 
“Queremos revolucionar a forma de atingir um público que as marcas ainda possuem dificuldade para representar”, explica Carolina Gormezano, gerente de marketing da Plenitud. Para tanto, a marca apostou em ações digitais e convocou os brasileiros acima de 45 anos a contarem histórias sobre o que fizeram depois da maturidade, representando o movimento #vontadeplena.
 
A Revolução da Longevidade
 
Os 60+ já representam 20% dos usuários do Facebook. A faixa etária que mais cresce no Brasil é a de 80 anos ou mais. Em 1950, existiam no mundo cerca de 14 milhões de idosos com mais de 80 anos, em 2050 este número saltará para 386 milhões. O que esses dados querem dizer? Nas palavras do médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil e um dos mais importantes especialistas em envelhecimento no mundo, é a Revolução da Longevidade.
 
“Não só as marcas terão que mudar a forma como atuam, mas a sociedade de maneira geral, incluindo as universidades, os profissionais da saúde, as empresas, a infraestrutura das cidades, além do próprio governo, que é o eixo disso tudo”, aponta o especialista.
 
Em outras palavras,  as pessoas mais velhas não estão mais dispostas a aceitar o estereótipo do vovô velhinho. É uma população que vive mais e melhor, com orgulho da idade e que quer ser produtiva. E isso vai reverberar no consumo e em todas as esferas da sociedade.
 

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