Encontrar amigos e familiares pessoalmente reduz risco de depressão depois dos 60 anos, diz estudo

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Dilema: segundo Comunidade dos Sessentões, solidão é o principal problema enfrentado na terceira idade
Redação Plena
 
Pessoas que encontram amigos e familiares pessoalmente pelo menos três vezes por semana correm um risco menor de desenvolver depressão, em comparação com aqueles que mantêm apenas contato virtual. É o que diz um estudo publicado recentemente no periódico científico American Geriatrics Society.
 
Os pesquisadores, da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, acompanharam 11.000 adultos, com mais de 50 anos, ao longo de dois anos. Os resultados mostraram que indivíduos que encontravam amigos e parentes apenas uma vez por semana tinham 11,5% de chance de ter sintomas de depressão após dois anos. Em compensação, aqueles que encontravam os entes queridos pelo menos três vezes por semana corriam um risco de 6,5%.
 
"Nós descobrimos que as ligações ou comunicação digital com amigos e familiares não têm o mesmo poder das interações pessoais para ajudar a afastar o risco de depressão", afirmou Alan Teo, principal autor do estudo.
 
Apesar do contato pessoal reduzir o risco de depressão independente da idade do participante, os pesquisadores descobriram que pessoas entre 50 e 69 anos se beneficiam mais do contato com amigos, enquanto para aquelas com mais de 70 anos, o contato com crianças e familiares terá maior impacto.
 
Solidão na terceira idade
 
Segundo uma pesquisa feita pela Comunidade dos Sessentões, que perguntou aos seus seguidores qual o maior problema enfrentado pela terceira idade, a solidão aparece como um mal crônico para 90% dos entrevistados. 
 
“Nossos amigos e familiares não podem ficar nos levando daqui para ali, para reuniões, danças, encontros e cursos. Infelizmente é assim. Ou temos recursos próprios para custear estas andanças, ou ficamos trancados em casa”, relata Regina Célia Souza, dona do blog.
 
Segundo ela, mesmo com filhos, netos e parentes, os idosos sentem-se sozinhos, pois a maioria já perdeu o companheiro ou companheira da vida, “o negócio é agir, buscar alternativas. Devemos valorizar o que temos em mãos: a nossa lucidez. Com lucidez podemos muito mais do que imaginamos”, aconselha Regina.
 
 

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