Envelhecimento ativo: “Estamos entrando na era do bem viver na maturidade”

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Fernanda Gouveia, psicóloga que já foi presidente da Abraz e coordenou neste ano a primeira Virada da Maturidade, fala da importância de engajar os mais jovens na causa do envelhecimento e incentivar os idosos a se manterem participativos na sociedade, exercitando suas possibilidades

 

por Mariana Parizotto

 
Se antes a associação que fazíamos com longevidade era o envelhecimento saudável, o termo do momento é envelhecimento ativo. Essa mudança de percepção está ocorrendo em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. A 1 ª Virada da Maturidade, que aconteceu na cidade de São Paulo em outubro, é resultado deste movimento. O evento reuniu mais de 10 mil pessoas em 150 atividades espalhadas por cerca de 20 locais da cidade paulistana. O objetivo? Colocar o idoso como protagonista. 
 
 “As atividades foram quase que totalmente protagonizadas por eles ou tiveram sempre a participação ativa de idosos. Mostramos nessa primeira virada que o idoso tanto pode aproveitar a vida como inspirar gerações. O sucesso foi tão grande que já conseguimos parceiros e apoiadores para a edição 2016”, conta, orgulhosa, a psicóloga Fernanda Gouveia, uma das idealizadoras do evento.
 
Fernanda tem vasta experiência com o público +60. Já foi presidente da Abraz (Associação Brasileira de Alzhemeir) e hoje coordena diversas ações com foco nos idosos. “Hoje os idosos estão presentes no mercado de trabalho, na mídia, no esporte e vivenciando a inserção digital. Estamos entrando na era do bem viver na maturidade, mas para que todos possam aproveitar é preciso democratizar as possibilidades e oferecer a estas pessoas estímulos para que continuem produzindo, interagindo, criando e trocando experiências”, defende a psicóloga.
 
Segundo a especialista, o envelhecimento ativo é aquele em que o idoso que pode ter um diabetes, uma hipertensão ou algum tipo de doença, mas que isso não o limita em viver de forma ativa. “Quando você consegue proporcionar espaços, não só de saúde, mas onde ele possa ser protagonista de sua própria vida, isso é muito importante. Estamos falando de inserção do idoso em qualquer espaço. Nesta nova faceta do envelhecimento, queremos engajar os mais jovens e incentivar os idosos a se manterem participativos na sociedade, exercitando suas possibilidades. Temos que inspirar positivamente as pessoas sobre este novo paradigma de se viver plenamente todas as fases da vida", finaliza Fernanda.
 

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