Envelhecimento da população brasileira desafia setor público e privado de saúde

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Uma tendência mundial do setor nesse sentido tem sido a promoção de medidas de medicina preventiva, incentivo à pratica de atividades físicas regulares e orientações nutricionais e bucais

 

Por Gentil Alves, superintendente de Gestão de Saúde da SulAmérica

A população de idosos no Brasil cresceu de maneira acelerada e constante nas últimas décadas, tendência que deve prevalecer nos próximos anos. Ao passo que, de 1960 a 2010, o País passou de 70 milhões para 190,7 milhões de pessoas, o crescimento da terceira idade no mesmo período foi ainda mais vertiginoso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que, enquanto em 1960 a faixa de habitantes com 60 anos ou mais representava 4,7% da sociedade brasileira, em 2010 esse número subiu para 10,8%, totalizando 20,5 milhões de pessoas. Em razão da maior expectativa de vida, o IBGE também projeta que até 2060 o número de pessoas acima de 65 anos no Brasil deve quadruplicar e chegar a 58,4 milhões.
 
No entanto, as perspectivas não apontam que a população alcançará a longevidade em condições saudáveis e, diante desse cenário, os principais desafios do setor público e privado de saúde neste momento são estimular a qualidade de vida e o controle de enfermidades. Uma tendência mundial do setor nesse sentido tem sido a promoção de medidas multidisciplinares como acompanhamento de tratamentos e exames clínicos preventivos, incentivo à pratica de atividades físicas regulares e orientações nutricionais e bucais, por exemplo. Essas ações se mostram eficazes no combate ao desenvolvimento de doenças crônicas, entre as principais a hipertensão, diabetes e enfermidades articulares e cardíacas, que costumam acometer pessoas nessa faixa etária.
 
Um exemplo bem-sucedido dessa estratégia é o programa Idade Ativa, criado em 2012 pela SulAmérica para promover o envelhecimento saudável de beneficiários da terceira idade. Os segurados da companhia com riscos detectados recebem assistência de profissionais especializados por telefone e em domicílio. Quase 9 mil pessoas foram convidados a participar do trabalho e os resultados foram muito positivos: diminuição de 20,07% nos riscos em ambiente domiciliar e de 32,22% na ocorrência de quedas no último ano. O número de idosos com acompanhamento médico apenas parcial ou inadequado caiu 55,97% e a adesão aos exames de rotina teve queda do risco de 31,49%. Outro índice que apresentou melhora foi o sedentarismo, com declínio de 29,4%, reflexo das orientações fornecidas pelo programa à população assistida.
 
Essas evidências indicam que investir em prevenção e bem-estar é o melhor caminho a ser seguido por todos participantes dessa cadeia. Para a melhor idade, já que promove a extensão de sua independência total e, para as operadoras, porque tem impacto na gestão da carteira de saúde e, consequentemente, diminuição da taxa de sinistralidade. Essas práticas também contribuem para a manutenção daqueles que querem e precisam permanecer no mercado de trabalho sem ter a produtividade prejudicada e favorece as empresas que podem manter colaboradores mais maduros e experientes.
 
 
 
 
 

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