Falta de atenção, hiperatividade e impulsividade: você pode sofrer de TDAH

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Embora a maioria dos casos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é diagnosticada em crianças entre seis e 12 anos, acredita-se que, mundialmente, em torno de 3,4% dos adultos com idade de 18 a 44 anos tenham o distúrbio, que traz impactos bem negativos para a vida adulta

 

Por Mariana Parizotto

 
 
Recentemente, a BBC Brasil publicou uma notícia sobre Helen Rice, diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) aos 48 anos. "Todo dia, eu acordo uma nova mulher e penso: 'Hoje é o dia em que farei tudo certo e ficarei em cima das coisas importantes ao invés de adiar. E, todas as noites, vou dormir uma mulher desolada, porque tudo deu errado novamente e não consegui fazer nada. Fico muito triste… depressiva", contou a mulher. 
 
O drama vivido por Helen não é exceção. Embora a maioria dos casos de TDAH é diagnosticada em crianças entre seis e 12 anos, acredita-se que, mundialmente, em torno de 3,4% dos adultos com idade de 18 a 44 anos tenham o distúrbio. “O curioso é que metade dos pacientes com TDAH entram na fase adulta sem apresentar os sintomas do transtorno, porém possuem consequências em suas vidas relacionadas aos sintomas do TDAH na infância como defasagem de aprendizado, dificuldades em relacionamentos pessoais e profissionais”, explica Paulo Mattos, Psiquiatra e Professor Associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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Basicamente, os sintomas centrais do TDAH são a falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. “A falta de atenção pode se manifestar como dificuldade em manter o foco, manter prazos, completar relatórios ou formulários, pagar contas, manter compromissos ou perder coisas. Sintomas de hiperatividade e impulsividade podem incluir sensações de inquietude, dificuldade em manter-se parado e intrometer-se/assumir o que os outros estão fazendo. 
 
Segundo o especialista, o TDAH pode ter um grande impacto negativo na vida dos adultos, gerando insucesso educacional e ocupacional, qualidade de vida ruim e dificuldade nas relações interpessoais, familiares e românticas, “adultos com TDAH têm menor probabilidade de estar em um emprego em período integral, e significativamente menor probabilidade de ter obtido um diploma de ensino superior”, diz Paulo Mattos. 
 
Doenças associadas
 
De acordo com o Dr. Paulo Mattos, as comorbidades mais comuns associadas com TDAH em adultos são:
 
– fobias sociais e específicas
– transtorno bipolar
– transtorno depressivo maior
– transtorno explosivo intermitente
– transtorno de uso de substância
  
“Foi demonstrado que tratamentos para adultos com TDAH reduzem os sintomas. O tratamento pode envolver opções farmacológicas e não-farmacológicas. Diretrizes para o tratamento de TDAH em adultos recomendam uma abordagem individualizada e multidisciplinar de tratamento”, alerta o especialista.
 
 

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