Famílias mais enxutas e envelhecimento da população impulsionam o mercado de cuidadores de idosos

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Gerente de franquias da Home Angels fala da importância dos familiares contratarem profissionais capacitados para cuidar de idosos

 

por Mariana Parizotto

 
Com o envelhecimento populacional e o formato de famílias ainda mais enxuto fica quase sempre inviável cuidar de uma pessoa sob necessidades especiais, como idosos com Alzheimer ou outras doenças degenerativas. Se para os familiares isso é um problema, para a rede de franquias Home Angels, trata-se de uma oportunidade. A empresa contrata, prepara e oferece às famílias de idosos os serviços dos chamados "cuidadores", profissionais responsáveis pelo acompanhamento diário de pessoas com mobilidade reduzida ou limitações à própria autonomia. Embora a população idosa constitua a maior parte de seu público, a rede também trabalha com pessoas de outras faixas etárias, atendendo também a crianças e adultos com deficiências ou sequelas graves. 
 
Segundo Ana Claudia Quaglio, gerente de franquias da Home Angels, e empresa conta com cerca de dez mil cuidadores espelhados pelas suas unidades. “A ocupação de cuidador de idosos não é legalizada como profissão. Isso significa que não há um sindicato que determinem a remuneração mínima a ser recebida. Pela legislação vigente é vetado o trabalhador receber menos que um salário mínimo. Contudo o que se tem percebido no mercado é que a remuneração vai de R$900,00 a R$2.000,00, dependendo da carga horária e dias de trabalho”, explica.
 
 
De acordo com Ana Claudia, um dos principais problemas enfrentados pelos cuidadores profissionais é o fato da família, muitas vezes, delegar a ele serviços domésticos. “Por ter uma linha tênue entre as ações realizadas pelo cuidador e o empregado doméstico, pode haver, na prática, dúvidas. Para sanar essa questão é preciso pensar que o cuidador será responsável pelo universo de cuidados que cerca aquela pessoa”, esclarece.
 
Ana Claudia também que explica que é importante as famílias procurarem profissionais capacitados para exercer a função de cuidador. “É preciso confiar em quem se está contratando. Os casos de maus tratos são muito comuns com idosos que já perderam a autonomia, e isso pode vir através de negligência ou agressão. De qualquer forma, é importante o familiar ficar atento ao comportamento do idoso, a relatos, se há manchas roxas no corpo, ao uso de medicação não condizente com as prescritas, ao uso excessivo de medicação. O ideal é realizar uma inspeção física no idoso e em suas medicações”, aconselha a especialista.
 
 

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