Mais um ano termina e o Brasil não se dá conta do seu envelhecimento, quanta burrice…

Está virando um cantochão.  Falamos disso quase todo dia. O Brasil envelhece e o país não tem a menor sensibilidade e ousadia para enfrentar a nova realidade demográfica nacional.

Wanderley Parizotto*

Quando falo Brasil, refiro-me ao poder público, empresas, entidades, enfim, a sociedade.

Dos quase 30 milhões de velhos brasileiros, cidadãos com mais de 60 anos, quantos poderiam estar em plena atividade produtiva, produzindo e passando experiências aos mais novos? Milhões de pessoas com mais de 50 anos são marginalizadas pelo mercado ou subempregadas.

Anos de experiência e conhecimento jogados no lixo.

Professores que poderiam voltar a dar aulas. Carpinteiros, engenheiros, advogados. Num país com tamanha deficiência educacional, quanta gente precisa aprender e quanta gente pode ensinar?

Por que as empresas não contratam os mais velhos?  Preconceito.  Algumas contratam, poucas, para funções destinadas a profissionais juniores.

 

Num país com tamanha deficiência educacional, quanta gente precisa aprender e quanta gente pode ensinar?

Quantos produtos poderiam estar sendo consumidos pelos mais velhos?  Uma enormidade. Desde coisas básicas até produtos educacionais, turismo, entretenimento, esporte,  tecnologia e outros. Mas não estão sendo. Por quê? Porque as empresas não olham com o devido olhar para este mercado. Vale lembrar que o grupo etário que mais cresce em acesso no Facebook são as pessoas com mais de 50 anos.



Um exemplo: a questão dos idosos nas prefeituras é tratada, via de regra, pelas secretarias de promoção social e isso demonstra uma visão míope e atrasada, pois, se trata de um tema social mas também econômico.

Nos estados é a mesma coisa. E no governo federal a questão restringe-se a discussão precária e pobre sobre a previdência.

 

Um exemplo: a questão dos idosos nas prefeituras é tratada, via de regra, pelas secretarias de promoção social e isso demonstra uma visão míope e atrasada, pois, se trata de um tema social mas também econômico.

O preconceito, as faltas de criatividade, conhecimento e coragem, estão engavetando mais uma oportunidade no Brasil. E transformando o que poderia ser bom em enorme problema no médio prazo.

E assim começamos 2018…

 * Economista, criador deste portal.

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