Número de idosos no Brasil cresceu 50% em uma década, segundo IBGE

Nos últimos 10 anos o Brasil ganhou 8,5 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Essa parcela da população deve chegar a 38 milhões em 2027.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou recentemente mais uma estimativa populacional do Brasil, que agora conta com 207 milhões de habitantes. Mas entre rankings de maiores e menores cidades, um índice importante passou praticamente ignorado: em menos de uma década, o Brasil aumentou em 8,5 milhões o número de idosos.

O Brasil tem hoje 26 milhões de pessoas acima dos 60 anos, e esse número não para de crescer. Em 2007 eles eram 17 milhões e em 2027 essa parcela da população dobrará, chegando aos 37 milhões, de acordo com projeções do órgão.

Segundo o pesquisador Alexandre Correa Lima, especialista em Economia da Longevidade, o envelhecimento populacional é um fenômeno global e está associado ao aumento da expectativa de vida das pessoas e da redução nos índices de natalidade.

 

“O Brasil foi um dos países que derrubou mais rapidamente suas taxas de fecundidade, que já foi de 4 filhos por mulheres nos anos 80 e hoje está em 1.7, índice comparável aos de países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos”.

 

“O envelhecimento populacional será um desafio para o Brasil, que vai envelhecer antes de se tornar rico ou socialmente equilibrado, ao contrário de outras nações que já passam por situação similar, como Alemanha e Japão. 

As estimativas do IBGE mostram que aumentará não apenas o total de pessoas idosas, mas principalmente a participação delas no conjunto da população brasileira, passando de 8% em 2000 para quase 19% no ano de 2030.

“O envelhecimento populacional será um desafio para o Brasil, que vai envelhecer antes de se tornar rico ou socialmente equilibrado, ao contrário de outras nações que já passam por situação similar, como Alemanha e Japão. Ao mesmo tempo, essa revolução prateada que está a caminho também apresenta grandes oportunidades para sociedade, governo e empresas, desde que os esforços certos sejam conduzidos nesse sentido”, finaliza Alexandre Correa Lima.

fonte: divulgação /foto de abertura Pixabay

 

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