Número de pessoas com mais de 60 anos deverá duplicar até 2050; mudanças sociais radicais são necessárias

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“Precisamos assegurar que esses anos extras sejam saudáveis, significativos e dignos. Alcançar esse objetivo não será bom apenas para os mais velhos, será bom para a sociedade como um todo", diz a diretora-geral da OMS

 

Redação Plena /  Fonte: OMS

 
 
Com os avanços da medicina ajudando mais pessoas a viver vidas mais longas, o número de pessoas com mais de 60 anos deverá duplicar até 2050 e exigirá uma mudança social radical, de acordo com novo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Internacional do Idoso (1 de Outubro).
 
"Hoje, a maioria das pessoas, mesmo em países mais pobres, vivem por mais tempo", diz a Dra. Margaret Chan, diretora-geral da OMS. "Mas isso não é suficiente. Precisamos assegurar que esses anos extras sejam saudáveis, significativos e dignos. Alcançar esse objetivo não será bom apenas para os mais velhos, será bom para a sociedade como um todo."
 
O relatório enfatiza que os governos têm de garantir políticas que permitem às pessoas mais velhas continuar participando da sociedade e que evitam as desigualdades que muitas vezes sustentam a pobreza de saúde em idade mais avançada.
 
Um futuro brilhante espera
 
O relatório destaca três áreas-chave de ação que exigem uma mudança fundamental na forma como a sociedade pensa sobre o envelhecimento e as pessoas mais velhas. Essas ações podem dar aos idosos de hoje e amanhã a capacidade de inventar novas maneiras de viver.
 
O primeiro é tornar os lugares em que vivemos em ambientes amigáveis para as pessoas mais velhas. 
 
Realinhar sistemas de saúde às necessidades dos idosos também será crucial. Isso exigirá mudança nos sistemas projetados para curar doenças agudas, em sistemas que podem fornecer cuidados contínuos para as condições crônicas que são mais prevalentes em idade avançada. Iniciativas já reveladas como bem-sucedidas podem ser ampliadas e introduzidas em outros países. Os exemplos incluem a criação de equipes compostas por diferentes especialistas como fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, médicos e enfermeiros no Brasil, bem como a partilha de prontuários informatizados entre instituições de assistência no Canadá.
 
Os governos também precisam desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo que podem reduzir o uso inadequado dos serviços de saúde agudos e garantir às pessoas viverem seus últimos anos com dignidade. As famílias necessitarão de apoio para prestar cuidados, liberando as mulheres, que muitas vezes são os principais cuidadores de familiares mais velhos, a desempenhar papéis mais abrangentes na sociedade. Mesmo estratégias simples, como suporte online para familiares cuidadores nos Países Baixos ou apoio às associações de pessoas mais velhas que fornecem suporte de pares no Vietnã são uma grande promessa.
 

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