O envelhecimento

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Nossa forma de pensar e agir em relação à velhice terá de mudar. Como vamos enfrentar este novo mundo mais velho?

 

Por Wanderley Parizotto, economista

 
Há a necessidade premente de começarmos a discutir o envelhecimento sem o olhar da caridade, somente o da inclusão e da cidadania.
 
Atualmente as pessoas com mais de 60 anos somam perto de 21 milhões de indivíduos, 10% da população, mas em breve, por volta de 2050, serão 30 % da sociedade, passarão dos 60 milhões de brasileiros.
 
Hoje os gastos da previdência com os idosos chegam a 7% do PIB. Em 40 anos chegará a13%. Ou seja, gastos maiores com uma base contribuinte menor.
Não haverá dinheiro suficiente para todos. Nossa forma de pensar e agir em relação à velhice terá de mudar.
 
A começar pela nossa vida útil profissional. Ela deverá acompanhar a nossa longevidade, isto é, vamos precisar trabalhar até morrer.
 
Para isso o corpo deverá ter sido preparado ao longo da vida para enfrentar tamanha jornada. Mas o corpo só não basta. O cérebro deverá acompanhá-lo. Mais, para trabalhar tanto tempo e com produtividade, precisaremos estar atualizados, por dentro das coisas.
 
O envelhecimento no mundo é um fenômeno muito novo. No Brasil, a expectativa de vida passou dos 70 anos a partir de 1990.
 
Para enfrentar este novo mundo mais velho, a sociedade terá que se preparar. Estudar mais, trabalhar mais, namorar mais, rir mais, enfim,vamos durar mais e para isso precisamos viver melhor.
 
Cuidar do corpo, da alimentação, da afetividade, da memória, da poupança e outros, passam a ser tarefas imprescindíveis para toda a vida. Não dará para contar com o Estado.
 
É bom pensarmos nisso .
 
 
 

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