O futuro do mercado de trabalho

Em 1997 assisti a uma palestra do sociólogo italiano Domenico De Masi, formulador da teoria do ócio criativo. Após uma hora de discussão saí atordoado.

Wanderley Parizotto*

Tudo que ouvi era contrário a tudo que havia aprendido ao longo da vida.

O sociólogo enfatizava que, muito em breve, parte da população trabalharia em diversos lugares, para diversos patrões, em diversas frentes. O ócio seria transformador na medida em que a ociosidade nos faria buscar outras competências em nós com mais criatividade, independentemente da nossa formação.

Na ocasião, ele apresentou um infográfico onde demonstrava o número de horas gastas pela Itália nos últimos três séculos para produção de riquezas (PIB). A cada século havia mais riqueza e menos horas, isto é, menos trabalho.

Se sobram horas, o que fazer com elas? Buscar novas formas de trabalho para ser produtivo e sobreviver é inevitável.

No Brasil, por exemplo, a indústria automobilística era grande geradora de empregos. Hoje emprega robôs.  Isso acontece com bancos, redes de varejo e etc.. Isso ocorre no mundo inteiro.

A crença de que vamos acordar, ir para o trabalho  e de que lá ficaremos 10 horas e voltaremos para casa poderá nos levar a situações de extrema dificuldade.

Deixo as perguntas: como iremos viver sem o formato de trabalho que conhecemos? Principalmente na velhice?

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  • Economista, criador do Portal Plena.

 

 

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