O momento do idoso ir morar com a família. Como deve ser este processo

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Uma família que tem sua rotina de compromissos quebrada pela necessidade de cuidar de um idoso precisa de muita orientação e serenidade para cumprir sua missão sem traumas, sem afetar o relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos
 
Por Kie Kume, gerente geral da IRH Press do Brasil, editora dedicada à publicação em português dos livros do mestre Ryuho Okawa
 
Um tema muito pouco explorado pelo mundo acadêmico é o relacionamento entre as famílias e seus idosos – pais, avós, tios. Uma família que tem sua rotina de compromissos quebrada pela necessidade de cuidar de um idoso precisa de muita orientação e serenidade para cumprir sua missão sem traumas, sem afetar o relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos.
 
Tanto precisam ser compreendidos os cuidadores como os idosos que estão sendo acolhidos – que, em geral, tendem a se considerar um “estorvo”, com frases como “estou sempre atrapalhando vocês”. É preciso que a família saiba cultivar um ambiente de alegria, de sorrisos e de bom humor. “Seja qual for o problema que tenhamos de enfrentar, seremos capazes de superá-lo se o aceitarmos com humildade, aprendendo com ele e compreendendo seu significado”, diz Okawa ainda em Convite à Felicidade. Essa obra estimula a meditação e aponta gestos de amor e carinho como caminho para a felicidade. “O que faz nossa alma se expandir e brilhar são os desafios que superamos”, afirma o mestre japonês.
 
Mais traumática é a situação das famílias que, muitas vezes, não têm condições financeiras de cuidar de seus idosos – com remédios e tratamentos caros –, o que nos remete ao outro lado do problema. É por isso que, em geral, em artigos e reportagens na mídia, aparecem poucas alusões ao lado humano dessa realidade e mais preocupação com o impacto econômico que o envelhecimento da população tem sobre as contas da Previdência Social e os orçamentos públicos.
 
Tudo isso deve criar em nossas famílias, desde cedo, uma conscientização maior sobre a importância de estarmos preparados para a velhice – seja com muito amor no coração, seja, se possível, com uma casa sem degraus e banheiros adaptados. Quanto mais saudáveis e financeiramente independentes formos, seremos uma preocupação a menos para nossos filhos amanhã. A velhice deve ser, e é, um tempo de serena felicidade.
 
 

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