O que é viver a maturidade plena? O importante é falar, estar e ir

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Por Wanderley Parizotto, economista e um dos fundadores do Portal Plena
 
Nasceu na década de 50. Era para viver só 54 anos. Hoje sabe que poderá chegar aos 72. Cuidando-se bem, talvez aos 80, 90 quem sabe.
 
Há 30 anos seu grupo representava menos de 5% da população. Hoje já chega a 9% dos brasileiros e já são mais de 16 milhões de pessoas. Em 30 anos serão mais 40 milhões e representarão 18% dos habitantes do país.
 
Na infância usava o telefone de uma vizinha melhor posicionada, para ver televisão era um sofrimento. Atualmente tem celular e está plugado na internet.
 
Muitas vezes demora em entender algo e no limite faz cara de entendida e deixa passar, balbuciando um inteligente “hum hum!”.
 
Sente falta de uma boa conversa, de assuntos sem grande importância. Tem saudades da falta de tempo, da correria.
 
Olha os filhos e netos e se angustia com as preocupações cotidianas. Quer trabalhar mais, discutir, aprender e ensinar. Falar pelos cotovelos, correr, dançar, cantar, namorar. Se der, bater uma bola, interpretar uma peça, escrever uma poesia, colocar uma belíssima maquiagem e passear.
 
Deseja fofocar um pouco. Ouvir os que vieram depois. Cair preguiçosamente no mar.
 
Quer compreender melhor seu corpo, suas mudanças e cuidar da saúde, afinal a estrada parece não ter fim, segue todo dia.
 
Beijar uma mulher, paquerar um homem. Pregar sorrateiramente algumas peças. Viajar, conhecer novos lugares e rostos. Ir a museus, sem ser atração.
 
Se escorregar pela pieguice, tudo bem, é só corrigir, o importante é falar, estar e ir.
 
Contar e ouvir histórias, verdadeiras, editadas e mentiras. Enganar esta maldita memória que sem avisar de vez em quando teima em se ausentar.
 
Contar seus feitos, detalhar suas obras, passar receitas de bolos, simpatias, alegrias, frustrações. 
 
Enfim, viver a maturidade plena.
 
E para você? O que é viver a maturidade plena? Envie seu relato para mariana@lyderis.com.br
 

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