Quando envelhecer…

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Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem e, mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres. (Sêneca)

 

 

O artigo abaixo reflete muito bem a frase acima, do filósofo espanhol Sêneca,  e talvez seja um quase manifesto simples e afetuoso sobre o envelhecimento, esta fase da vida temida por muitos, ignorada ardentemente, por tantos _ que se agarram ao saudosismo ou às tentativas frustrantes de deter as rugas _ e vista _ infelizmente _ com certo coitadismo ou benevolência por outros. Mas, afinal, como devemos ou deveríamos encarar o fato de que, se não morrermos jovens, sim, ficaremos velhos? Talvez o artigo abaixo queira simplesmente 'nos dizer' que a vida segue e devemos vivê-la da melhor maneira possível e só. 

Se você gostar do artigo, reflita conosco, comente, compartilhe! Sua opinião será muito bem vinda!

 

 

Wanderley Parizotto*

 

Estou bem próximo de me tornar velho. Em cinco anos farei parte das  estatísticas do IBGE.

Parte grande dos meus sonhos realizei.

Tenho três filhos deliciosos, viajei pelo mundo, construí uma carreira, amo minha mulher.

Ao me tornar velho, terei, sem o imponderável, mais muitos anos pela frente.

O que não quero nem pensar: aposentar-me.

Quero trabalhar até meu último dia.

Tem uma parte dos meus sonhos que ainda não realizei, tenho tempo para isso.
Mesmo velho, continuarei a praticar esportes, correr e jogar futebol, meus preferidos.
Mesmo velho vou namorar.
Mesmo velho vou trabalhar.
Mesmo velho viajarei.
Mesmo velho vou defender e discutir meus pontos de vista.
Mesmo velho vou mudar de opinião.
Mesmo velho não irei para a morte da alma.
Mesmo velho não reclamarei de dores.
Mesmo velho vou viver: trabalhando, brigando, estudando, fazendo sexo com quem amo, correndo e jogando bola.

Tomara.

 

*Economista e apaixonado pela vida. 

 

 

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