Recolocação profissional na terceira idade: diversos setores podem se beneficiar da experiência, habilidade e comprometimento do público sênior

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Plataforma MaturiJobs, do empreendedor Mórris Litvak, busca fazer a ponte entre empresas  e pessoas com mais de 50 anos

 

Por Mariana Parizotto

Mais qualidade de vida, compartilhar experiências, viagens, fazer amigos, aprender a dançar… estes são apenas alguns dos anseios da nova terceira idade, e por que não incluir nesta lista a recolocação profissional? Foi pensando nisso que o engenheiro de softwares Mórris Litvak criou a plataforma MaturiJobs, que auxilia pessoas acima de 50 anos a continuarem ativas por meio de trabalho.
 
“Através de uma base de dados, onde as pessoas se cadastram em nosso site, analisamos e mapeamos o perfil dos candidatos, e então conectamos as empresas dispostas a realizarem demandas feitas por pessoas +50. Trabalhamos, também, em conjunto com empresas que realizam projetos específicos, através de terceirização de serviço, contratando pontualmente quem tiver um perfil que se encaixe, levando em consideração interesse e disponibilidade. Ou seja, alguns trabalhos podem ser feitos de casa”, explica o idealizador do programa.
 
.A ideia do MaturiJobs surgiu após um trabalho voluntário, realizado pelo empreendedor há pouco mais de um ano. “Primeiro criei o Conectando Gerações, projeto que incentiva conversas intergeracionais para troca de experiências com idosos que estão esquecidos em uma casa de repouso ou até mesmo em seu próprio lar. Depois percebi que no Brasil não existia nenhum programa com foco na recolocação profissional do público mais maduro. Então deixei o meu antigo trabalho e resolvi empreender de vez na área, criando o MaturiJobs como um negócio social que vem para tentar minimizar esse problema”, conta Mórris.
 
Desde o início do ano, o empreendedor tem falado com empresas – as que possuem algum tipo de responsabilidade social em seu estatuto se mostram mais abertas a criar projetos nessa área. 
 
“Muitas empresas se mostram mais abertas à questão de passar demandas específicas para pessoas maduras de forma mais flexível, através do modelo de terceirização. Já estamos rodando um piloto em um e-commerce de viagens, onde pessoas acima de 60 anos estão fazendo teste de usabilidade”, explica o empreendedor.
 
Um dos grandes desafios do MaturiJobs é mostrar o quanto alguns setores podem se beneficiar da experiência, habilidade e comprometimento do público sênior. Por exemplo, áreas de atendimento a clientes, que não exige grande esforço físico, mas exige paciência e jeito para lidar com pessoas. Competência que o público mais maduro tem de sobra.
 
“Na maioria dos casos as empresas ainda não enxergam essa vantagem, por isso temos um grande trabalho pela frente. É uma mudança de paradigma e tanto”, finaliza Mórris.
 

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