Senhor Ministro: por que não começar pelos salários mais altos?

 Segundo o site ‘0 Antagonista’ o ministro da Fazenda Henrique Meirelles não desistiu da reforma da Previdência e afirmou “Nós achamos que, no final, deve prevalecer o senso de realismo e de responsabilidade.”

Wanderley Parizotto 

Então vamos falar de responsabilidade e realidade

A faixa do funcionalismo público, conhecida como elite, está entre as dez categorias profissionais de maiores salários do Brasil. Juízes, procuradores, promotores e até donos de cartório, os quais possuem concessão pública, fazem parte desta faixa.

Estas informações são frutos de um ranking cuja base de dados foi o relatório “Grandes Números”, divulgado pela Receita Federal que, por sua vez, utilizou as declarações do IRPF de 2015. O pesquisador responsável pelo resultado foi José Roberto Afonso (IBGE/FGV).

Recorde em ganhos

Encabeçando a lista das funções públicas mais bem pagas do Brasil, está o dono de cartório. Na verdade, a atividade flutua entre os setores público e privado, mas foi considerada como parte das funções estatais.

De acordo com dados colhidos das declarações IRPF 2015, o rendimento anual da categoria é de R$1,1 milhão. Um detalhe é que, uma faixa ainda mais rica da categoria, cerca de 9.400 donos de cartório, acumularam somados, aproximadamente R$11 bilhões no período.

 

Como sabemos, no Brasil há uma classe de funcionários públicos privilegiados _ como a dos juízes da foto _ que têm salários bem acima da média. (foto: reprodução Internet)

Carreiras públicas típicas e bastante rentáveis

Ocupando o segundo, terceiro, quarto, sexto, sétimo e oitavo lugares na lista estão as carreiras típicas do funcionalismo público:

  • Promotores e procuradores do Ministério Público possuem uma renda média anual de quase R$530 mil;
  • Juízes e outros integrantes dos tribunais de contas, cerca de R$512 mil;
  • Diplomatas, R$332 mil anuais.

Essas funções recebem cerca de seis vezes mais que a média dos declarantes de IR do Brasil.

De acordo com o pesquisador, “a crise fiscal atual revela que o debate das dificuldades está concentrado no poder Executivo, enquanto os demais poderes seguem gerindo as suas folhas salariais e os seus orçamentos como se nenhuma crise estivesse ocorrendo no país. Reajustes fortes têm sido dados para essa elite do setor público, enquanto a imensa maioria dos servidores públicos não é tão beneficiada.”

 

O idoso da foto representa a maioria da população brasileira: aquela que recebe um salário mínimo e, além de não ter nenhum privilégio, está correndo o risco de sequer conseguir se aposentar (ainda que pague o benefício). É ou não é revoltante?

Diante do acima exposto, perguntamos: de qual reforma estamos falando Sr. Meirelles? Daquela que se refere aos salários

 do catador de lixo

do pedreiro

do mecânico

do professor

da operadora de telemarketing

do engenheiro

do jornalista????????????????

 

Por que Sr. Ministro não começamos a reforma por aqueles que ganham muito? Pelo seu chefe, por exemplo, O presidente Temer, que recebe mais de R$ 40 mil de aposentadoria???

foto de abertura: Henrique Meirelles/Fabiano Pozzebom- Agência Brasil 

Deixe um comentário