Sorria mais! Gente bem humorada convive melhor com os demais, tem mais chances de relacionamentos e consegue enxergar novas possibilidades

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Especialista alerta que na terceira idade as posturas pessimistas podem estar relacionadas a fatores como depressão, adoecimento, solidão. Como anda o seu humor?

 

Por Mariana Parizotto

 
 
No ano passado, uma senhora norte-americana deu o que falar nas redes sociais. Diagnosticada com câncer, Betty Simpson, de 80 anos, esbanjava bom humor em suas fotos do Instagram. Na conta, criada por seu bisneto Zach, de 18 anos, a vovó manda beijos e mostra a língua, como se fosse uma adolescente, lê jornal e apresenta seus cachorros de estimação. Em um dos posts, a vovó aparece bastante alegre dançando.
 
Como diz a música de Vinicius de Moraes, “É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração”. Betty é a prova disso. A prova de que mesmo com adversidades, é possível e necessário ter uma postura mais positiva. Quantas vezes você já cruzou com pessoas que vivem reclamando, ou que sempre têm um olhar pessimista sobre as coisas? Cá entre nós, conviver com pessoas assim é um tanto quanto difícil e, por vezes, chega a ser desagradável. 
 
Gente bem humorada convive melhor com os demais, tem mais chances de relacionamentos e consegue enxergar outras possibilidades da vida, além dos limites impostos pela idade, por exemplo. “Podemos somar a estes benefícios sociais, a melhora do estado  físico e mental, afinal  estudos científicos comprovam  que os estados emocionais positivos são responsáveis pela liberação de endorfinas e com isto a pessoa sente um maior bem estar. Estas endorfinas liberadas diminuem ou previnem a dor, diminuem a  pressão sanguínea, doenças cardíacas e diminuem hormônios do estresse”, explica Elaine Ribeiro, psicóloga clínica e organizacional e colaboradora da Fundação João Paulo II / Canção Nova.
 
A especialista alerta que na terceira idade as posturas pessimistas podem estar relacionadas a fatores como depressão, adoecimento, solidão, entre outras questões. “Muitos idosos necessitarão de novos significados para suas vidas como atividades esportivas e de lazer, grupos sociais, ser voluntário em algo que goste de fazer e criar um ambiente em casa que favoreça seu deslocamento, sua alimentação. É muito importante que possamos, e isto vale para todas as idades, avaliar os fatos positivos da vida. Se algo ruim nos acontece, o que de bom eu consegui aprender com aquilo? Certas coisas fogem do nosso controle, mas mesmo assim tentamos controlar. Porém, escolhas como vida saudável, bons relacionamentos, atividades físicas, por exemplo, são escolhas 
que podemos fazer e são os diferenciais em nossa vida”, aconselha Elaine. 
 
Trabalhar a aceitação é um elemento importante após os 60 anos, segundo a psicóloga, já que nem todos idosos conseguem lidar bem com as alterações típicas do envelhecimento. “Quando aceitamos a nova condição, consequentemente vamos nos adaptando a ela, e assim conseguimos vivenciar esta etapa aproveitando momentos e as situações que antes eram impossíveis: se antes eu não tinha tempo de viajar devido ao trabalho, hoje posso programar passeios e ausências, pois os filhos já estão criados, meus horários mais flexíveis”.
 
Ver a vida de forma positiva, sem dúvida, ajuda a lidar melhor com os próprios limites e com as coisas que podem estressar, bem como ser mais adaptável. “Se já vejo os fatos de maneira negativa, não consigo ver outras possibilidades. Quebrar as rotinas usuais, convidar amigos para estar em casa, buscar formas diferentes de viver a vida, engajar-se em atividades físicas, sociais, espirituais e de voluntariado, por exemplo, são alguns caminhos que podem ser sugeridos”, pontua a especialista. 
 
Também é fundamental fazer os acompanhamentos médicos necessários, evitar automedicação ou deixar de tomar os remédios que usualmente toma.
 
Sorria!
 

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