Crise climática afeta 900 milhões de pessoas que vivem na pobreza no mundo

Cerca de 80% dos mais pobres e vulneráveis do mundo – quase 900 milhões de pessoas – estão diretamente expostas a riscos climáticos, como calor extremo, inundações, secas ou poluição do ar. É o que mostra um relatório divulgado pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano (OPHI) da Universidade de Oxford .

A alta concentração de casas, baixa distribuição de árvores e asfalto por todos os lados: tudo isso dificulta e muito a vida de quem vive em Paraisópolis durante ondas de calor como a dos últimos dias.
Esse desconforto, no entanto, é bem menor para quem mora no Morumbi, bairro vizinho. É o que revela um estudo da Universidade Federal do ABC feito entre dezembro de 2024 a janeiro de 2025. Os pesquisadores analisaram temperaturas de superfícies como telhados e ruas em diferentes regiões de São Paulo. Paraisópolis e Morumbi, por exemplo, registraram até 15ºC de diferença no verão.
Na comunidade, as temperaturas de superfícies bateram a marca de 45°C., enquanto no Morumbi, 30°C.“Um bairro tem ventilação cruzada, as construções têm ventilação cruzada, por exemplo, o vento entra por uma janela e sai pela outra janela. Nas favelas, em geral, como as construções são muito adensadas, muito concentradas uma do lado da outra, a gente acaba perdendo essa ventilação cruzada. Isso impacta muito no conforto técnico das pessoas que moram ali naquele local”, explica o professor da UFABC.
ana.vargas@portalplena.com | Website |  + posts

Jornalista, autora de 5 livros, um deles semifinalista do Prêmio Oceanos 2020.

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