A Economia do Envelhecimento: o que os idosos representam para a economia brasileira?

Se referir aos acima dos 60, como ‘tiozinhos’, ‘velhinhos’ e etc. além de declarado preconceito, é sinal de grande ignorância.

Wanderley Parizotto**

Brasileiros com mais de 60 anos são mais de 30 milhões. Em uma década o Brasil terá mais velhos do que jovens entre zero e 14 anos.
Cerca de 10,5 milhões de brasileiros dependem integralmente da renda de um idoso.

91% dos velhos contribuem com orçamento doméstico das famílias.

Em 2019, o total de gastos da chamada ‘terceira idade’ com consumo foi de R$ 1,6 trilhão de reais, isto é, 22% do PIB nacional

Em 2050  mais de 60 milhões de pessoas estarão nessa faixa etária.
Assim, muito em breve, a economia brasileira terá neste agrupamento demográfico etário sua principal mola propulsora.

Independente disso, tratá-los como “velhinhos”, ‘tiozinhos’ e outros termos pejorativos, neste momento, é extremamente preconceituoso e desrespeitoso.

Mas olhando pelo lado da economia, demonstra, ainda, enorme  ignorância.

**Wanderley Parizotto, economista. Estuda o fenômeno do envelhecimento populacional brasileiro

foto: freephotos/pixabay

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